quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Preparando os Caminhos do Senhor




Participe do Maranathá 2012 - 16/12, as 8h30 no CEAR - Vila do Divino Oleiro

A estrada do Advento que nos leva ao Natal vai sendo rasgada pelos corações dos pobres, dos que constituem o resto fiel de Javé.

Baruc fala de uma grande alegria.  O profeta não encontra palavras adequadas para descrever o que está para acontecer depois da catástrofe. Jerusalém é convidada a deixar a veste luto, veste de saco, veste esfarrapada.  O povo que passou pela purificação deverá agora revestir-se de trajes de glória e colocar na cabeça um diadema de ouro.  Quanta diferença! O povo havia saído escorraçado.  O profeta pede que Jerusalém levante a cabeça e aprecie o espetáculo que faz a mão do Senhor:  “Saíram de ti, caminhando a pé,  levados pelos inimigos. Deus os devolve a ti, conduzidos com honras, como príncipes reais. Deis ordenou que se abaixassem todos os altos montes e as colinas externas e se enchessem  os vales para aplainar a terra para que  Israel  caminhe com segurança  sob a glória de Deus”.  Que vereda santa é esta? 

 A trilha da conversão e da bondade.
Volta, volta jubilosa dos cativos a Israel!
“Quando o Senhor reconduziu  nossos cativos, parecíamos sonhar, encheu-se de sorriso nossa boca, nossos lábios de canções” (Salmo 135).

O trecho de Paulo aos Filipenses proclamado na liturgia deste domingo é cheio de ternura e de alegria.  Desde os primeiros dias os cristãos de Filipos estiveram unidos a  Paulo na pregação do Evangelho.  Paulo tem a todos em suas orações.  Ele faz uma declaração consoladora: “Aquele que começou uma obra  boa em vós há de leva-la até à perfeição até o dia de Cristo Jesus”.  Advento, tempo de reflexão, para contemplarmos a ação de Deus em nós e na Igreja, levando-nos à perfeição.

Tempo de advento, tempo de espera do Senhor, tempo em que deixamos nosso coração se voltar para o primeiro amor, em que temos saudade do tempo em que tínhamos grande e forte desejo de santidade e andávamos empenhamos  nesse sentido.  O dia de Cristo Jesus, no quadro da liturgia, é o de sua vinda entre nós no mistério do Natal.

Paulo escolhe as mais belas expressões para falar de seu amor pelos filipenses: “Deus é testemunha de que tenho saudade de todos vós, com a ternura de Cristo Jesus”.

Lucas se compraz em descrever o dia em que todos verão a salvação de Deus.  Era o décimo quinto ano do império de Tibério  César, Pilatos era governador  na Judéia,  Herodes administrava a Galileia.. nesse tempo a palavra foi dirigida a João que morava no deserto, o esguio filho de Zacarias… Ele fora convocado a percorrer os caminhos dos homens pedindo-lhes conversão e assim  enchia os vales e abaixava as colinas para que houvesse uma estrada santa para Deus ser recebido no coração dos homens.

Fonte: Frei Almir Ribeiro Guimarães

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