terça-feira, 13 de março de 2012

Retiro Espiritual: "Livrai-nos do mal" em Balneário Camboriú

 Participe do Retiro Espiritual: "Livrai-nos do mal" com  Estelatus Mtemanyenja, Coordenador Nacional da RCC da Tanzânia, África.


Dias 23, 24 e 25 de março
Local:  Espaço Católico da Comunidade Divino Oleiro -  Balneário Camboriú.

Endereço: Rua 2550, nº 947. Final da 4ª Avenida
Inscrições pelo telefone: 47 3367.0386 / 8803.7347 
Participe e divulgue!

Conheça o testemunho da Conversão de Estelatus Mtemanyenja:
 Estelatus Mtemanyenja era executivo de uma grande empresa japonesa, estabelecida na capital Dar Es Salaam, Tanzânia, África oriental. Nasceu e passou sua infância num pequeno vilarejo, no interior do país. Não tinha educação acadêmica. Mas como era esperto para negócios, os diretores decidiram lapidar aquele diamante bruto. Trouxeram trajes e sapatos do Japão, puseram um carro de luxo com motorista à sua disposição, e pagavam-lhe um excelente salário.

O passo seguinte foi enviá-lo para Arusha para estudar administração de empresas. Arusha, na divisa com o Quênia, é a porta de entrada de milhares de turistas que visitam o monte Kilimanjaro, o mais alto da África, com 5.895 metros. Uma cidade onde pululam mulheres bonitas e muita diversão noturna.

Se “O vinho e as mulheres fazem sucumbir até mesmos os sábios” (Eclo 19, 2), imagina o que pode acontecer com alguém desguarnecido da Força do Alto! Não deu outra. O dinheiro que a empresa enviava para sua manutenção e pagamento das mensalidades, Estelatus usava para noitadas de farras com amigos, mulheres e bebidas.

Pode-se ludibriar muita gente por muito tempo, mas não se pode ludibriar a todos o tempo todo. A verdade apareceu. Demissão sumária. Estelatus, acostumado à boa vida, pensou: "Estou demitido. O que vou fazer para continuar alimentando meus vícios?". Resultado: Uniu-se a uma quadrilha especializada em roubo, tráfico, prostituição e falsificação de bebidas. O mais dramático: 7 assassinatos cometidos!

Estelatus tornara-se o criminoso mais procurado de toda a Tanzânia. Foi necessário mobilizar toda a força policial do país para, enfim, pô-lo na prisão. Ficou atrás das grades durante seis anos. Na prisão, um colega oferece-lhe uma Bíblia para ler. A princípio, o amaldiçoa; mas como não tinha outra opção de lazer, a tomou para passar o tempo. Seguramente, nas longas horas que passava lendo os textos sagrados, não passou despercebido um versículo em particular: “Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Rm 5, 
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Gostava muito de aventura. Encantou-se com os relatos bélicos de Davi, Sansão e outros Valentes do Antigo Testamento. Quando leu sobre Jesus, nos Evangelhos, disse a si mesmo: "Pobre homem. É um fracassado!" Mas, sem que o suspeitasse, a Espada do Espírito, penetrara-lhe o coração. Àquela altura, o Messias já havia lhe roubado o coração. Chegara o dia em que o orvalho da Redenção viera regar sua alma endurecida, tornando-o um homem novo: “Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!” (2 Cor 5, 17).

Amanhecera. Parecia um dia como todos os outros dias. Subitamente, o poder de Deus desencadeia um terremoto no coração de Estelatus. As estruturas do homem velho estavam sendo abaladas. As correntes interiores rompiam-se pelas mãos poderosas de Jesus. Satanás, à uma ordem de Jesus, foi acorrentado e levado em cortejo triunfal pelo Senhor do Céu e da Terra - Aquele que, com sua voz, faz o universo inteiro tremer.

Estelatus sentiu como se um raio o atingisse de alto a baixo. Começou a bendizer a Deus e a falar em línguas estranhas. Estava sendo batizado no Espírito Santo. Dali em diante, ninguém mais o reconheceria. Embora, trancafiado por grossas cadeias de ferro, o criminoso mais perigoso da Tanzânia era agora um prisioneiro de Jesus Cristo; Atrás das grades, tornara-se um homem verdadeiramente livre: “Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl 1, 13).

Certo dia, ouve a voz de Jesus dizendo: "Prega o Evangelho para estes aqui na prisão". A princípio, Estelatus resiste. Muitos dos seus colegas de cela eram comparsas nos inúmeros crimes cometidos. O que pensariam? Finalmente, de tanto Jesus insistir, começa a pregar a Palavra de Deus para aqueles que formara na escola do crime. Sua primeira pregação na prisão fez com que pensassem que perdera a razão. Foi, então, jogado na solitária. Quando saiu, voltou a pregar. Novamente o arrastaram para a solitária. E uma terceira vez. Finalmente, o carcereiro, o deixou, pensando que enloquecera. Com uma pregação carregada de unção, muitos começaram a se converter. 

Com os primeiros convertidos, Estelatus inicia um grupo de oração dentro da prisão. Neste período, algo misterioso acontece. À noite, em sonho, o Papa João Paulo II o visitava e o ensinava a interpretar passagens da Sagrada Escritura. Certa ocasião, Jesus disse-lhe que um dia o enviaria a pregar o Evangelho a todas as nações. Estelatus se viu vestido com um terno e com uma pasta na mão, viajando de avião. Com tantos e graves crimes nas costas pensou que jamais veria cumprida aquela promessa. Como sair daquela prisão? Como justificar 7 assassinatos?

É quando o Deus do impossível intervém. A Anistia Internacional pede ao governo da Tanzânia que todos os presos ali detidos possam ser levados a julgamento, para uma justa sentença. Eram trezentos. A notícia chegou a todos. Um deles disse a Estelatus: "Tu jamais sairás daqui. Mesmo levado a julgamento, se te inocentarem por um assassinato, ainda restarão outros seis que te condenarão". O destino do Estelatus parecia selado: apodrecer no cárcere.

Chegara o dia de chamar o primeiro prisioneiro para se encaminhado para o julgamento. O carcereiro entrou e gritou: "ESTELATUS MTEMANYENJA". O primeiro da lista.

Quando o chefe de polícia o recebeu em seu escritório, olhou-o de alto a baixo e disse: "Este homem está às portas da morte, tão magro se encontra". Pergunta, então, a Estelatus: "Você tem parentes aqui na cidade?" Estelatus diz que sim. Depois de um longo silêncio, diz-lhe: "Vou te libertar, sem necessidade de julgamento, mas com uma condição: todos os sábados você deve se apresentar aqui". Quando Estelatus pegou seus pertences e disse adeus a seus colegas, ninguém acreditava no que estava acontecendo.

Nos dois anos seguintes, Estelatus trabalhou como tratorista numa pequena fazenda, no interior da Tanzânia. Ali, inicia um grupo de oração debaixo de uma choupana que erguera para abrigar a todos. Naquele exato local, hoje, encontra-se uma majestosa igreja. Em seguida, tem contato com a Renovação Carismática. Mais tarde, aquele que fora o maior criminoso que a Tanzânia conhecera, torna-se o coordenador nacional da Renovação Carismática Católica da Tanzânia.

Um dia, dentro do avião que o levava para uma missão de evangelização em Malawi, país vizinho, vestido de terno e com uma pasta na mão, Estelatus lembra-se da visão que tivera na prisão. A promessa de Deus se cumprira. Lágrimas de alegria e de agradecimento rolam de seu rosto.

Atualmente, Estelatus é coordenador nacional da Renovação Carismática Católica da Tanzânia e um dos mais proeminentes pregadores da RCC mundial. É chamado para pregar e dar seu testemunho em todos os continentes da Terra. É casado e tem 3 filhos. Mora em Dar Es Salaam, capital da Tanzânia. Em março de 2012 estará no Brasil para uma missão de 1 mês. No final do ano lançaremos o livro com o testemunho completo da maravilhosa conversão deste novo São Paulo da África.

Depois de ter servido de capacho do Diabo por tantos anos, Estelatus, hoje, pode cantar: “Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em consequência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo - é por graça que fostes salvos! -, juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus” (Ef 2, 4-6).

Fonte: Assessoria de Comunicação


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